Como você destruiria sua própria empresa?

Como você destruiria sua própria empresa? Essa é a pergunta proposta por Lisa Bodell – fundadora e CEO da futurethink – para motivar funcionários.

O exercício é simples. Lisa propõe identificar qual é o maior competidor do seu negócio, então tornar-se esse concorrente e imaginar o que você faria para falir a empresa em que trabalha atualmente.

A proposta surgiu quando a CEO ministrava uma palestra motivacional e notou que os participantes estavam entediados com o que ela falava. Assim, para agitar as coisas, Lisa decidiu aplicar atividade que dá total liberdade para as pessoas atacarem coisas que não estão funcionando no local em que trabalham.

Lisa afirma – em entrevista ao podcast WorkLife – que essa atividade é energizante porque para a maioria das pessoas, estar em uma rotina é se tornar complacente, até você parar e perguntar para elas “o que você gostaria de mudar? E por que você está frustrado?”

O importante é notar que a proposta não precisa ser tão ousada para produzir impactos positivos para a cultura de uma empresa ou para a satisfação dos funcionários no ambiente de trabalho. Uma pesquisa conduzida na Shahi Exports, maior fabricante de roupas na Índia, mostra que o simples ato de perguntar aos funcionários o motivo de seu descontentamento gera um número menor de demissões e maior em frequência.

O estudo convidava parte dos funcionários da Shahi Exports a participar de uma pesquisa anônima, que solicitava o feedback sobre vários aspectos da empresa. A pesquisa foi realizada em um momento de aumento salarial da empresa, que era notada como ponto de insatisfação entre os funcionários que esperavam um aumento maior e, assim, decidiriam se demitir.

Ao comparar os dados entre os funcionários que participaram da pesquisa e dos que não tiveram essa oportunidade, os pesquisadores notaram que que o abandono foi 20% mais baixo no grupo que recebeu a intervenção vocal nos meses seguintes à alta salarial. Eles afirmam que “em um contexto em que a rotatividade é alta e os trabalhadores normalmente não têm muitas oportunidades de comunicar suas preocupações, fornecer aos trabalhadores voz pode ser uma maneira simples, porém poderosa, de impedir que os funcionários se demitam”.

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