Gramática Atômica: acelerando a interpretação de textos em inglês

Foi na Grécia Antiga que primeiro se teorizou sobre a existência do átomo, alguns dois mil anos antes que sua existência fosse provada pela ciência. A curiosidade grega nos trouxe inúmeras inovações no pensamento científico, filosófico e político, incluindo as bases para a política, filosofia, física, química, astronomia e até mesmo a gramática. Claro está que as pessoas já falavam, e até mesmo escreviam, muito antes de aparecer a primeira gramática. Sistemáticos como eram, os primeiros pensadores linguísticos sentiram a necessidade de ordenar e estabelecer regras para o falar, e principalmente para o escrever. As palavras, pensavam os gregos, se relacionam como átomos, e se combinam de maneiras diferentes e em ordens diferentes para formar tudo aquilo o que queremos dizer. Exatamente da mesma maneira que, com um repertório de apenas 118 elementos na tabela periódica, a natureza cria toda a matéria que existe.

As palavras se unem e se combinam de forma a nos permitir expressar praticamente todo o tipo de pensamento, ação, desejo ou emoção humana. Tudo isso a partir da combinação de palavras de algumas classes diferentes, seguindo regras preestabelecidas. Verbos, substantivos, pronomes, adjetivos, advérbios, preposições e artigos podem soar como palavras áridas para grande parte das pessoas, porém sua compreensão é de ajuda inestimável para entender um texto em outro idioma. Quando nos deparamos com um enunciado em nossa língua materna, exercitamos este conhecimento, mesmo que a nível inconsciente: conseguimos separar as palavras que realmente trazem conteúdo daquelas que servem para ligar outras palavras, ou para lhes dar posição no espaço-tempo, ou ainda substituir outras palavras.

Desta maneira, é possível captar a essência e o sentido geral de um texto mesmo sem conhecer todas as palavras nele contidas. Para isso, você deve procurar pistas que nos indicam a provável posição das palavras que carregam mais conteúdo. Assim você poderá se concentrar apenas no conteúdo mais crítico para a compreensão do texto, acelerando sua leitura. Depois, você deve certificar-se de entender todas as nuances de significado de cada uma, e então tente inferir ou adivinhar qual pode ser a relação entre estas palavras.

Os artigos são pistas bem fáceis de identificar, e eles sempre precedem substantivos ou grupos nominais, palavras de conteúdo importantíssimas para a compreensão do texto. Pronomes e adjetivos possessivos também geralmente aparecem perto de substantivos, então eles também podem fornecer pistas importantes. Veja abaixo três tabelas com as principais “pistas” que nos ajudam a encontrar substantivos:

Adjetivos Possessivos:

My -> Meu, minha, meus, minhas Your-> seu, sua, seus, suas His-> dele (para pessoa)
Her -> dela (para pessoa) Its -> dele, dela (para coisas ou animais) Our -> nosso, nossa, nossos, nossas Their->deles, delas

Pronomes Demonstrativos:

This->este, esta, isto These->estes, estas That->esse, essa, isso,aquele, aquela, aquilo Those->esses, essas, aqueles,aquelas

Quantidades:

Many->muitos, muitas a few->poucos, poucas much->muito, muita a little->pouco, pouca
some->algum, alguns, alguma,algumas any->qualquer, quaisquer every->todo, toda, todos, todas,cada a lot of-> muito (a), muitos (as)

Os verbos são outra classe de palavras riquíssimas em conteúdo, portanto é sempre útil saber como localizá-los no texto. Como todos sabem, o verbo é algo que designa um estado ou ação, e seus sufixos podem não apenas ajudar a localizá-los, mas também fornecer alguma informação sobre o tempo verbal utilizado.

Os verbos terminados em -ing são bem frequentes em inglês, e podem exercer várias funções. Quando queremos falar sobre algo que está acontecendo agora – o famoso gerúndio – usamos a terminação ing. O verbo write significa escrever, então escrevendo vira writing. Para dizer Eu estou escrevendo, digo I am writing. A terminação ing também pode fazer algumas outras coisas, como indicar uma atividade, como natação (swimming), caminhada (walking) ou jogar futebol (playing soccer).

O passado simples da maioria dos verbos em inglês não muda, e para encontrá-los basta procurar a terminação -ed. Por exemplo, to watch significa assistir. Portanto, seu passado simples é watched.

Para encontrar o futuro é um pouco diferente. Na língua portuguesa, o futuro se encontra na terminação dos verbos. No exemplo Os pedreiros terminarão a casa amanhã, o sufixo -ão nos diz que a ação será concluída no futuro. Em inglês, essa função é exercida por elementos que precedem o verbo. No futuro simples, são utilizados going to, will e ‘ll (que é na verdade uma contração do will). Para o futuro do pretérito ou futuro condicional (iria, gostaria, faria), são utilizados would e ‘d (também uma contração, só que desta vez do would). Por exemplo, se work é trabalho, I work significa Eu trabalho. Para dizer que trabalharei amanhã, I will work tomorrow.

Existem outros truques para encontrar palavras de conteúdo, que abordarei em meus próximos posts. O importante é aprender a localizar os substantivos e verbos, procurar seus significados e inferir o sentido do texto a partir do que faz mais sentido.

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