Inglês: a salada de frutas universal

Alguns de meus alunos já me fizeram essa pergunta, e é bem provável que você também já tenha se perguntado: por que o inglês é o idioma da cultura e dos negócios?

Apesar de seu status de língua franca, o inglês não é a língua mais falada no mundo. Segundo a <a href=”http://revistagalileu.globo.com/Galileu/0,6993,ECT669619-1716-7,00.html”> Revista Galileu</a>, este posto pertence ao mandarim, com 874.000.000, seguido pelo hindu (366.000.000 de falantes). O inglês aparece apenas em terceiro, com 341 milhões de falantes ao redor do mundo. Então isso quer dizer que deveríamos nos preocupar antes em aprender algum dialeto mandarim, para somente depois pensar no inglês, certo?

Para nossa sorte não é assim. Já pensou ter que aprender uma língua que utiliza um alfabeto diferente, com dezenas de milhares de caracteres, e que além disso é tonal, significando que entonações diferentes mudam o significado das palavras?

A estrutura do inglês é muito mais simples do que a do português. Não existe flexão de gênero para substantivos, e nem flexões de número ou gênero para adjetivos, artigos e advérbios. A morfologia (sufixação, prefixação, formação de palavras) também é mais simples, sem falar da conjugação de verbos super simples e do fato de que a língua usa o alfabeto latino, que já conhecemos muito bem. Claro está que existem peculiaridades, como detalhei em meu post <a href=”http://eanda.com.br/blog/aprendendo-ingles-convivendo-com-o-bizarro/>Aprendendo inglês: convivendo com o bizarro</a>, mas no geral a gramática é clara e fácil de entender.

Então voltando ao tema: a popularidade do idioma inglês, vejamos: O povo inglês sempre teve excelentes navegadores, e em seu pico, impulsionados pela revolução industrial, chegaram a ter colônias cobrindo quase um quarto do globo. E, assim como aconteceu no Brasil, a colônia sempre adota o idioma do colonizador. Assim, atualmente temos mais de 70 países que adotam o inglês como primeira língua.

Nos séculos 20 e 21, observamos o despontar dos Estados Unidos (eles próprios uma ex-colônia britânica) como maior poder cultural, econômico e político mundial, reforçando a posição do idioma como língua franca.

A relativa facilidade no aprendizado auxiliou a rápida disseminação do idioma, que já em suas origens apresentava um jeitão globalizado. O idioma teve sua origem quando três tribos germânicas – os Anglos, os Saxões e os Jutos – invadiram a Bretanha no Século V. Os Celtas, que viviam na região, foram expulsos para as regiões onde atualmente se encontram o País de Gales, Escócia e Irlanda. À mistura dos três idiomas germânicos damos o nome de Inglês Antigo, também conhecido como Anglo-Saxão.

 

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O inglês antigo, que em nada se parece com o moderno, foi recebendo influência de outras línguas e outros povos. Se seguiram invasões nórdicas (Nórdico Antigo) e Francesas (Francês Antigo) trouxeram novas palavras ao idioma em formação. Estes três idiomas podem ser ouvidos no seriado Vikings, atualmente em exibição no Netflix.

Mais tarde, o inglês receberia também influências do Latim com o domínio do Sacro Império Romano. Estima-se que aproximadamente 60% do vocabulário inglês seja composto por palavras de origem latina. Daí a quantidade de cognatos que também podem nos ajudar no aprendizado.

Em resumo, a dominância do inglês se deve principalmente à hegemonia cultural, política e militar das nações que a adotam como idioma oficial. Porém a relativa facilidade no aprendizado também auxilia sua popularização. Falar inglês significa ter acesso mais fácil e rápido à informação e entretenimento com melhores oportunidades de trabalho e lazer.

Inglês: a salada de frutas universal

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